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quarta-feira, 6 de abril de 2011

ACHO ESTAS PALAVRAS DE LENA MUITO SÁBIAS
 http://helenatl1.blogspot.com/

Preconceito

Preconceito
por: Lena Lopez

As vezes eu me pergunto
Por que achamos sensatos
Somente aqueles que falam
O que queremos ouvir?
As vezes eu me pergunto
Que diabos é não ter preconceito?
Preconceito de quê?
Preconceito de quem?
O que é preconceito afinal?
Será que é apenas não aceitar
O que um ou o outro é
O que um ou o outro faz
O que um ou o outro pensam
Não ter nojo ou asco?
Então se é isso
Por que não aceitar
A opinião de quem tem
Não é uma forma de pensar?
Não adianta dizer que não tem
Se acusa aquele que tem
Isso é ter preconceito
Daqueles que tem!
A forma obscura de alguém ter
sem saber que não tem!
Por isso acredito
Que sensatos nos são
Somente aqueles que dizem
O que queremos ouvir!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010


ENTREVISTA COM ROBERTO MENDES postado pelo blog Jeito Baiano do jornal A Tarde on line que realmente merece ser visto pelos amigos do nosso blog.


ROBERTO MENDES em foto de WELTON ARAÚJO | Agência A Tarde 5.6.2008
“NÃO NEGOCIO OS MEUS COSTUMES”
 
Entrevista feita por CLARISSA BORGES*
 
O músico, compositor e pesquisador Roberto Mendes é um divulgador da cultura de Santo Amaro da Purificação, município do Recôncavo Baiano. Mais do que isso, personifica os valores e tradições do lugar como alguém que se funde com a própria terra. Essa fusão se traduz na busca da preservação e disseminação da chula em todas as suas vertentes, sua principal contribuição à música brasileira.
Admirado e gravado por Caetano Veloso, Gilberto Gil e Gal Costa, tem em Maria Bethânia sua maior incentivadora e a quem confere o título de “estímulo da minha canção”.
Mas o artista prefere atribuir créditos pelo seu sucesso a chuleiros de Santo Amaro, como Zé do Boi, que lhe garantiram “respaldo para brilhar”. A cultura de sua terra também forneceu material para escrever, com Waldomiro Júnior, o livro Chula – Comportamento Traduzido em Canção.
O apego às raízes não impede, entretanto, que Roberto Mendes busque sonoridades diferentes daquelas originadas no Recôncavo. No disco mais recente, Cidade e Rio, convidou Guinga, Alcione, Lenine, Mário Ulloa, Marco Pereira e Pedro Luiz, sem dispensar a presença de seu parceiro mais constante, Jorge Portugal.
Em entrevista concedida à série Memória da Bahia (publicada aos domingos pelo jornal A Tarde e por A Tarde On Line), Roberto Mendes fala sobre matrizes culturais, sua identificação com a cantora e conterrânea Maria Bethânia e critica a postura do Estado em relação à cultura.
 
Sua identificação com Santo Amaro da Purificação é decisiva na sua música. Como foi a infância no município?
ROBERTO MENDES – Basicamente eu sou santo-amarense. Isso é o que me faz ser eu, o resto é consequência de morar na cidade, de nascer e debruçar na memória e viver 24 horas na memória. Não acredito em futuro, não vejo possibilidade de futuro existir na vida de ninguém. Eu penso o aqui e agora, respaldado na memória. A infância foi muito boa. Santo Amaro é uma cidade extremamente provinciana. O Recôncavo é privilegiado porque, quando houve a falência da monocultura de açúcar, até geograficamente, não teve a possibilidade da invasão da indústria moderna. Faliu a cana-de-açúcar, mas ficou a cultura viva. Poucas regiões do mundo têm essa unidade comportamental que tem o Recôncavo, por não ter essa invasão.
 
Quando a música entrou na sua vida?
RM – Em Santo Amaro, fazia parte do código de postura da cidade o canto orfeônico. Então fazer música em Santo Amaro nunca foi nada de absurdo. O primeiro disco gravado no Brasil, quem gravou? Um santamarense, baiano, nas Casas Edson, em 1902. Gravou uma canção de Xisto Bahia, um lundu, quem gravou foi Manuel Pedro dos Santos. O primeiro samba, que se supõe que foi gravado também, com este comportamento de samba, definido como samba, foi Pelo Telefone, gravado por Dunga, que era criado por Tia Amélia, prima das Ciatas, de Santo Amaro. Então Santo Amaro tem essa herança. A família que tinha dois filhos, um tinha que ser padre, o outro, músico. Na minha, todo mundo tocava.
 
Como era a presença da música na sua família?
RM – Minha irmã(1), que me criou, estudou música com a leitura mais acadêmica da canção. De certa forma, ela influenciou a mim e a César – meu irmão – a ter noção da razão musical. Mas, logo depois, eu me encontro com outro tipo de música, que é a música orgânica, onde não se exigia tanto do comportamento, e era uma música mais livre, como as chulas, o canto do maculelê, a barquinha, a burrinha, a marujada. Aí você vê exatamente a interferência da língua no canto.
 
Diferente de alguns conterrâneos, você não saiu de Santo Amaro. Por que ficar?
RM – Eu acho que eles saíram para eu poder ficar. Eu não sinto saudade, nunca senti a dor da saudade que eles sentem. No fundo, eu sempre achei perigosa a situação de sair da sua terra e ter que negociar os seus costumes para ter uma boa convivência na terra dos outros. Não gosto da terra dos outros, gosto da minha. Eu posso ir na terra dos outros para levar a minha, em visita, mas não tenho pretensão nenhuma de sair e viver negociando os meus costumes com os costumes alheios. Talvez seja isso que me faz até hoje estar lá.
 
As próximas gerações terão acesso às tradições que você tem preservado? O governo tem cumprido este papel?
RM – Não, o governo não tem interesse nenhum nisso. Primeiro que o governo é totalmente desinformado. O Ministério da Cultura não pode cuidar de arte, fomentando artista nem produto artístico, não tem cabimento. Por outro lado, não pode estar colocando dentro de um avião pessoas, as matrizes de seu País, e mandando fazer lavagem no inferno, sei lá, na França. Isso é uma mediocridade singular. É tornar aquilo que é regra exceção e torná-la folclórica. É incompetência, burrice do Estado, que não sabe nada de cultura. A cultura é para ser preservada, os costumes. O que é cultura, na realidade? Herança de costumes que definem o comportamento de um povo. Qual é o binômio de sustentação de um povo? A maneira de falar, que é o canto, e a culinária. Então isso é a obrigação do Estado.
 
Acredita, então, que a chula não será preservada?
RM – Nós temos a cultura de que o bom sempre está do outro lado do rio. E eu digo isso muito à vontade, porque me considero um grande artista porque consegui brilhar na minha terra, seduzi as minhas matrizes, fiz um dia com que o meu vizinho pedisse silêncio para me escutar. Eu me sinto bem, não porque o jornalista diz sobre mim, porque o jornalista não sabe nada, não é porque o crítico diz, porque o crítico sempre foi equivocado, não sabe nada. Quem me respalda a estar aqui dando entrevista hoje é dizer que eu sou amigo de João do Boi, de Zeca Afonso, chuleiros que me deram essa formação. Não sei se isso será preservado porque os meninos não terão essas matrizes mais, e o Estado cinicamente não preserva isso, ele tem vergonha de mostrar o Brasil real.
 
Maria Bethânia se refere a você como um artista fora do comum. Como surgiu essa relação com ela?
RM – Bethânia é a pessoa que me dá a voz, é o estímulo da minha composição. Eu era menino em Santo Amaro e já tinha Bethânia como uma grande força. Nós tínhamos Caetano, Gil, Bethânia, essa geração, como o grande sustentáculo do pensamento da indústria fonográfica brasileira. Mas Bethânia, mesmo morando no Rio, mesmo vivendo fora, tem uma coisa que me impressiona muito. Ela é provinciana. Ela está no Rio, mas Santo Amaro está dentro da casa dela. Eu não tenho nada contra quem está em outros lugares, querendo o mundo. Eu não tenho é a capacidade de entender isso.

(1)Lurde Mendes

A autora Clarissa Borges é repórter da Web TV A Tarde

domingo, 31 de outubro de 2010

Recôncavo baiano

O Recôncavo baiano é a região geográfica localizada em torno da Baía de Todos os Santos, abrangendo a Região Metropolitana de Salvador, onde está a capital do estado da Bahia, Salvador.

As outras cidades mais importantes são: Candeias, São Francisco do Conde, município onde se localizava Refinaria de Petróleo Landulfo Alves, Madre de Deus, onde se localiza o Terminal Marítmo da Petrobras, Santo Amaro, às margens do Rio Subaé, Cachoeira, Pedra do Cavalo e São Félix e Saubara às margens do Rio Paraguaçu.

A região é muito rica em petróleo e na agricultura da cana-de-açucar. É importante lembrar da importância que tivemos na produção de farinha, até o final dos anos 80 que infelismente desaparecel com o crescimento do turismo na região.

O termo, dicionarizado como brasileirismo, tem como sinônimo apenas recôncavo, na acepção de "extensa e fértil região da Bahia" e deriva da situação geográfica, em torno da Baía de Todos os Santos, que guarda grande riqueza cultural e histórica.
Cidades do Recôncavo

As cidades que compõem o Recôncavo Baiano são: Conceição do Almeida, Sapeaçu, Castro Alves, Cruz das Almas, Santo Antônio de Jesus, Salinas da Margarida, Muniz Ferreira, Nazaré, São Felipe, Dom Macedo Costa, Governador Mangabeira, Muritiba, Cachoeira, São Félix, Maragojipe, Santo Amaro da Purificação, Saubara, Conceição do Jacuípe, Terra Nova, Amélia Rodrigues,Teodoro Sampaio, Candeias, Simões Filho, Salvador, São Francisco do Conde , São Sebastião do Passé, Camamu, Ituberá e Valença.
Cultura

A região foi o berço do samba brasileiro, tendo sido o lugar onde, por volta de 1860, teriam surgido as primeiras manifestações do samba de roda, gênero musical recentemente proclamado como Obra Prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela UNESCO, e por volta de 1650 da capoeira, entre outras manifestações temos os mascarados e inúmeras outras que apresentarei nas atualizações deste site.

O recôncavo baiano se destaca pela família Velloso, de Santo Amaro da Purificação, composta por cantores e escritores, entre eles os irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia, que iniciaram carreira na década de 1960.

Na cidade de Cachoeira, uma manifestação cultural revela o sincretismo que ocorre no Brasil, principalmente na Bahia, que é a Irmandade da Boa Morte, unindo os cultos católicos e das religiões afro-brasileiras.
Geografia

Esta região apresenta uma vegetação original de Mata Atlântica com ligeiras incursões exemplares característicos de caatinga e até de cerrado. A riqueza vegetal desta região pode ser apreciada por maioria, pela diversidade de frutos plantas e arvores que gera um colorido único nesta região tornando assim inesquecível a passagem por esta região.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

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Esta foto é uma homenagem a uma cidade ( Santo Amaro da Purificação ) que na realidade foi a base da maioria dos municípios que hoje forma o incrível Recôncavo Baiano, entre estas está a nossa poética Saubara que é o berço formativo e cultural, deste, que busca falar da melhor forma e bem poeticamente, sobre a existência deste lugar, que quem visita não consegue mais ficar sem retornar, isto quando não muda-se para região.

Esta foto acima é da Praça da purificação nos anos 30 ( 1933 ), fase esta que ocorrera a maior parte dos acontecimentos históricos e evolutivo deste município. A partir deste momento o povo e a região sofreria golpes, que refletiria no futuro de uma região que preparou os principais poetas, escritores, artistas plásticos e cantores inesquecíveis não muitas vezes famosos que fazia da noite SANTAMARENSE um lar para ébrios e românticos da época e que servil de inspiração para os atuais artistas, entre eles Caetano Veloso.